|
Escolha
em Ordem Alfabética os tema a serem procurados.
| [
A ] - [
B ] - [ C ] - [
D ] - [ E
] - [ F ] - [ G
]
- [ H ] - [ I
] |
|
[ J ] - [ K
] - [ L ] - [ M
] - [ N ] - [
O ] - [ P ] - [ Q
] - [ R ]
|
| [
S
] - [ T ] - [
U ] - [
V ] - [ W
] - [ X ] - [ Y
] - [ Z ] |
-
S -
sadismo
- Ver
Sadomasoquismo.
sadomasoquismo (F65.5)
- Transtorno da preferência
sexual (parafilía) no qual
a atividade sexual preferida envolve
a inflição de dor, humilhação
ou servidão. Se o indivíduo
prefere ser o objeto de tal estimulação,
i.é. chamado masoquismo; se
é o executor, sadismo. Freqüentemente
o indivíduo obtém excitação
sexual de ambas as atividades, sádicas
e masoquistas.
salada
de palavras - Mistura de palavras
e frases que não apresenta um sentido
compreensível ou coerência lógica,
geralmente vista nos estado de esquizofrenia.
satiríase
- Impulso sexual excessivo no homem.
saúde mental - Estado
relativo em vez de absoluto. Os melhores
indicadores de saúde mental são o
sucesso simultâneo no trabalho, amor
e criatividade, com uma capacidade
para resolução madura e flexível dos
conflitos entre instintos, consciência,
outras pessoas importantes e a realidade.
secundário, ganho
- Ganho externo derivado de qualquer
doença, tal como atenção e atendimento
pessoal, vantagens financeiras, benefícios
por incapacitação e dispensa de responsabilidades
desagradáveis.
sedativo - Qualquer
substância que diminua a atividade
de um órgão ou função;
mais especificamente, a classe de
substâncias farmacológicas
que moderam a exitação
e induzem um estado de calma pela
sua ação depressora
sobre o sistema nervoso central. Em
altas dosagens pode induzir sono e
anestesia geral. Ver Hipnótico;
Sedativo/Hipnótico; Transtorno
por uso de Substância Psicoativa.
sedativo/hipnótico
- Qualquer depressor do sistema nervoso
central com a capacidade de aliviar
a ansiedade e induzir tranqüilidade
e sono. Várias dessas drogas
também induzem amnésia
e relaxamento muscular e/ou têm
propriedades anticonvulsivantes. Os
principais sedativos/hipnóticos
incluem os benzodiazepínicos
e os barbitúricos. Também
estão incluídos o álcool,
a buspirona, o hidrato de cloral,
o acetilcarbromal, a glutetimida,
a metiprilona, o etclorvinol, o etinamato,
o meprobamato e a metaqualona. Algumas
autoridades usam o termo sedativo/hipnótico
apenas para uma subclasse dessas drogas
usada para acalmar pessoas com ansiedade
aguda ou para induzir o sono; neste
sentido, distinguem-nas dos tranqüilizantes
(menores) usados para o tratamento
da ansiedade crônica.
Os barbitúricos têm uma
estreita margem de segurança
entre doses terapêuticas e doses
tóxicas e são letais
em doses excessivas. O risco de abuso
é alto; a dependência
física, incluindo a tolerância,
desenvolve-se rapidamente. O hidrato
de cloral, o acetilcarbromal, a glutetimida,
a metiprilona, o etclorvinol, e o
etinamato também possuem alto
risco de dependência física
e abuso, além de serem altamente
letais em doses excessivas. Devido
a estes riscos, nenhum sedativo/hipnótico
deveria ser usado de forma crônica
para o tratamento da insônia.
Todos os sedativos/hipnóticos
podem prejudicar a concentração,
a memória e a coordenação;
outros efeitos freqüentes são
ressaca, fala ininteligível,
falta de coordenação,
marcha instável, sonolência,
boca seca, diminuição
da motilidade gastrintestinal, labilidade
de humor. Uma reação
paradoxal de excitação
ou raiva pode ocorrer, ocasionalmente.
O tempo que antecede o início
do sono é reduzido, mas há
supressão de sono REM. A supressão
da droga pode produzir um rebote de
sono REM e deterioração
dos padrões de sono. Em conseqüência,
pacientes tratados por um longo período
podem tornar-se dependentes psicológicos
e físicos da droga, mesmo que
nunca tenham excedido a dose prescrita.
As reações de abstinência
podem ser graves e ocorrer após
umas poucas semanas de uso moderado
de um sedativo/hipnótico ou
de uma droga ansiolítica. Os
sintomas de abstinência incluem
ansiedade, irritabilidade, insônia
(freqüentemente com pesadelos),
náusea ou vômito, taquicardia,
sudorese, hipotensão ortostática,
alucinações, cãibras
musculares, tremores e mioclonias,
hiper-reflexia e convulsões
generalizadas que podem evoluir para
um estado de mal epiléptico
fatal.
senium - Período
da idade avançada no ciclo
da vida.
seqüela de ferimento
intracraniano - Vasta gama
de disfunções neurológicas,
cognitivas, afetivas e comportamentais
atribuídas a traumatismo na
cabeça, mas significativamente
influenciadas, na sua expressão,
pela personalidade anterior e por
uma série de fatores sociais.
Uma vez que estes são os problemas
que mais freqüentemente dão
origem a pedidos de indenização
e a outros litígios, a avaliação
de cada caso individual requer uma
capacidade clínica considerável.
Ver Síndrome Pós-Concussional.
sensação - Em seu
significado preciso, a sensação é
um fenômeno psíquico elementar que
resulta da ação de estímulos externos
sobre os nossos órgãos dos sentidos.
Entre o estado psicológico atual e
o estímulo exterior há um fator causal
e determinante ao qual designamos
sensação, portanto, deve haver uma
concordância entre as sensações e
os estímulos que as produzem. As sensações
podem ser classificadas em três grupos
principais: externas, internas e especiais.
As Sensações Externas são aquelas
que refletem as propriedades e aspectos
de tudo, humanamente perceptível,
que se encontra no mundo exterior.
Para tal nos valemos dos órgãos dos
sentidos; sensações visuais, auditivas,
gustativas, olfativas e táteis. A
resposta específica (sensação) de
cada órgão dos sentidos aos estímulos
que agem sobre eles é conseqüência
da adaptação desse órgão a esse tipo
determinado de estímulo.
As Sensações Internas refletem os
movimentos de partes isoladas do nosso
corpo e o estado dos órgãos internos.
Ao conjunto dessas sensações se denomina
sensibilidade geral. Discretos receptores
sensitivos, captam estímulos proprioceptivos,
que indicam a posição do corpo e de
suas partes, enquanto outros, que
recebem estímulos denominados cinestésicos,
são responsáveis pela monitorização
dos movimentos, auxiliando-nos a realizar
outras atividades cinéticas, segura
e coordenadamente. Os receptores dessas
sensações se acham localizados nos
músculos, nos tendões e na superfície
dos diferentes órgãos internos. Portanto,
esse grupo engloba três tipos de sensações:
motoras, de equilíbrio e orgânicas.
A Sensação Especial se manifesta sob
a forma de sensibilidade para a fome,
sede, fadiga, de mal-estar ou bem-estar.
Essas sensações internas vagas e indiferenciadas
que nos dão a sensibilidade de bem-estar,
mal-estar, etc., têm o nome de cenestesia.
No processo do conhecimento e do auto-conhecimento
objetivo as sensações ocupam o primeiro
grau. São as sensações que nos relacionam
com nosso próprio organismo, com o
mundo exterior e com as coisas que
nos rodeiam. O conhecimento do mundo
exterior resulta das sensações dele
captadas e quanto mais desenvolvidos
forem os órgãos dos sentidos e o sistema
nervoso do animal, mais delicadas
e mais variadas serão as suas sensações.
senescência
e senilidade - Senescência é uma
fase normal da vida de um indivíduo
sadio; geralmente inicia-se depois
dos 65 anos e não é manifestação doentia;
na senescência não ocorrem distúrbios
de condutas, amnésias, perda do controle
de si mesmo; em outras palavras, é
o velho sadio. Senilidade é doença,
também conhecida como demência, onde
o idoso (às vezes acomete adultos
jovens) perde a capacidade de memorizar,
prestar atenção, não consegue mais
se orientar, fala sem nexo, vai limitando
sua vida ao leito, e chega a perder
o controle de urinar e defecar. Só
5% dos velhos padecem de senilidade.
sensório
– Sinônimo de consciência. Inclui
os poderes de percepção sensorial
e sua correlação central e integração
no cérebro. Um sensório claro transmite
a presença de uma memória razoavelmente
aguçada juntamente com a orientação
para tempo, lugar e pessoa.
separação
- individuação - Consciência psicológica
da própria individualidade, descrita
por Margaret Mahler como uma fase
no relacionamento mãe-filho que se
segue ao estágio simbólico. No estágio
de separação individuação, a criança
começa a perceber a si mesmo como
distinta da mãe e desenvolve um senso
de identidade individual e uma imagem
do self como objeto.
serotonina
- A Serotonina é uma substância chamada
de neurotransmissor, existe naturalmente
em nosso cérebro e, como tal, serve
para conduzir a transmissão de uma
célula nervosa (neurônio) para outra.
Atualmente a Serotonina está intimamente
relacionada aos transtornos do humor,
ou transtornos afetivos e a maioria
dos medicamentos chamados antidepressivos
agem produzindo um aumento da disponibilidade
dessa substância (tornam ela mais
disponível) no espaço entre um neurônio
e outro.
Para se ter uma noção da influência
bioquímica sobre o estado afetivo
das pessoas, basta lembrar dos efeitos
da cocaína, por exemplo. Trata-se
de um produto químico atuando sobre
o cérebro e capaz de produzir grande
sensação de alegria, ou seja, proporciona
um estado emocional através de uma
alteração química. Outros produtos
químicos, ou a falta deles, também
podem proporcionar alterações emocionais.
Pensando nisso, em meados desse século
a medicina começou a suspeitar ser
muito provável a existência de substâncias
químicas atuando no metabolismo cerebral
capazes de proporcionar o estado depressivo.
Isso resultou, nos conhecimentos atuais
dos neurotransmissores e neuroreceptores,
muitíssimo relacionados à atividade
cerebral. Alguns desses neurotransmissores,
notadamente a serotonina, noradrenalina
e dopamina, estão muito associados
ao estado afetivo das pessoas. Assim
sendo, hoje em dia é mais correto
acreditar que o deprimido não é apenas
uma pessoa triste, aliás, alguns deprimidos
nem tristes ficam. É mais acertado
acreditar nos deprimidos como pessoas
que apresenta um transtorno da afetividade,
concomitante ou proporcionado por
uma alteração nos neurotransmissores
e neuroreceptores.
sexo,
identidade do – Senso íntimo
de masculinidade ou feminilidade que
identifica a pessoa sendo masculina,
feminina ou ambivalente. Deve ser
diferenciado de identidade sexual
que é biologicamente determinada.
sexo,
papel do - Imagem que uma
pessoa apresenta aos outros e a si
mesma, que a identifica como menino
ou menina, homem ou mulher. O papel
do sexo é a declaração pública da
identidade do sexo, mas os dois não
coincidem, necessariamente.
sexualidade
- Este é um termo complexo que denota
os seguintes aspectos de modo interativo:
a) a escolha do parceiro sexual quanto
ao seu sexo; b) a identificação psicológica
da pessoa com o sexo feminino ou masculino,
independente de seu sexo biológico;
c) modo de atividade utilizado para
obter satisfação sexual.
Segundo Laplanche e Pontalis, o termo
sexualidade não designa apenas atividades
e o prazer que dependem do funcionamento
genital, mas toda uma série de excitações
e atividades presentes desde a infância,
cujo prazer é irredutível à satisfação
de uma necessidade fisiológica básica.
O que é sexual é da ordem do desejo,
da libido.
"A questão da sexualidade começa
na infância. Ao alimentar o bebê,
a mãe (ou a substituta) não está apenas
saciando a fome, mas há, aí, uma experiência
de PRAZER: prazer da mãe que alimente,
o contato corporal, a mãe que conversa
e acaricia seu bebê, criando, assim,
um gozo na fusão e completude entre
mãe e filho. Nesta fase da vida, é
impossível para o bebê distinguir
a satisfação do saciamento da fome
da satisfação sexual, elas coexistem.
Podemos pensar a sexualidade como
instâncias de satisfações físicas
somadas às experiências psíquicas".
shinkei
shitsu - Literalmente “traços
nervosos” em japonês, uma
síndrome que consiste em obsessões,
perfeccionismo compulsivo, retraimento
social, múltiplas queixas somáticas,
sensibilidade extrema e neurastenia.
Já foi descrito também
entre coreanos e americanos da costa
oeste. Mantém alguma semelhança
com os diagnósticos de transtorno
de personalidade, transtorno de ansiedade
(por evitação) e fobia
social da C1D-10.
sífilis congênita
- Infecção do feto in
útero provocada pelo Treponema
pallidum, o agente causal da sífilis.
As manifestações clínicas
são variadas na sua forma e podem
surgir a qualquer momento entre o início
da infância e o começo
da idade adulta.
simbiose
- Relacionamento mutuamente reforçado
entre duas pessoas dependentes uma da
outra. Uma característica normal do
relacionamento entre uma figura maternal
e um bebê.
simbolizarão
- Mecanismo de defesa mental, operando
inconscientemente, no qual uma possua
forma uma representação abstrata de
um determinado objeto, idéia ou constelação.
O símbolo carrega, de forma mais ou
menos disfarçada, os sentimentos emocionais
impostos sobre o objeto ou idéias iniciais.
simulação
- Manifestação voluntária
e deliberada de doença ou incapacidade
para conseguir benefícios pessoais
ou para evadir-se de suas obrigações.
Compare com transtorno factício.
simulador - Aquele
que simula doença ou incapacidade
para conseguir benefícios pessoais
ou para evadir-se de suas obrigações.
sinal -
Uma manifestação objetiva de uma condição
patológica. Os sinais são observados
pelo examinador, ao Invés de relatados
pelo indivíduo afetado
sinais neurológicos
de lesão focal - Ver
Sinais Neurológicos Focais.
sinais neurológicos focais
- Fenômenos ou respostas corporais
observáveis, indicativos da localização
de lesões relativamente circunscritas
do sistema nervoso.
sinais neurológicos sutis
- Grupo mal definido de achados físicos
descritos em associação
com a hipotética entidade de
disfunção cerebral mínima
e que presumivelmente refletem imaturidade
ou lesão subclínica do
sistema nervoso central. Usualmente
estão incluídos fenômenos,
tais como falta de jeito generalizada,
má acuidade visual, defeito da
fala, movimentos coreiformes ou movimentos
em espelho (sincinéticos), reflexos
tendinosos profundos hiperativos e confusão
entre esquerda e direita. Em contraste
com os sinais neurológicos óbvios,
não têm um significado
clínico claro nem valor de localização.
Ver Transtorno por Déficit de
Atenção.
síncope psicogênica
(F48.8) - Desmaio em que se
verifica, p.ex., uma perda súbita
de consciência causada por hiperventilação
deliberada, massagem do seio carotídeo
ou simulação. Para que
urna síncope psicogênica
seja diagnosticada é necessário
que não existam causas orgânicas,
tais como hipotensão postural,
arritmia e débito cardíaco
reduzido.
sincretismo - Combinação
de tradições nativas com
a tradição de grupos novos
ou da vizinhança, criando inovações
que são distintas de ambos os
grupos. Um exemplo é a mescla
de práticas e símbolos
animistas e monoteístas (o Espiritismo,
a Umbanda, a Igreja Americana Nativa,
a árvore de Natal, a quaresma,
a Páscoa dos judeus, etc.). E
um termo também usado em Psicologia
Genética com referência
ao pensamento infantil. Ver Difusão
Cultural.
síndrome
- Um
agrupamento de sinais e sintomas com
base em sua freqüente co-ocorrência,
que pode sugerir uma patogênese básica,
curso, padrão familial ou tratamento
comuns.
síndrome amnésica
induzida por álcool ou droga
(F1x.6) - Perturbação
crônica e proeminente da memória
recente e remota, associada ao uso de
álcool ou droga. A recordação
imediata está usualmente preservada
e a memória remota está
menos perturbada do que a memória
recente. Perturbações
da noção de tempo e do
ordenamento de eventos estão
evidentes, assim como perturbações
de habilidade de aprendizagem de material
novo. A confabulação pode
ser marcante, mas não está
invariavelmente presente. Outras funções
cognitivas estão relativamente
bem preservadas e as alterações
amnésicas estão fora de
proporção com as outras
perturbações. Ainda que
a CID-10 use o termo “induzida”,
outros fatores podem estar envolvidos
na etiologia desta síndrome.
A psicose (ou síndrome) de Korsakov
induzida pelo álcool é
um exemplo de síndrome amnésica
e está freqüentemente associada
à encefalopatia de Wernicke.
Esta combinação é
freqüentemente referida como síndrome
de Wernicke-Korsakov.
síndrome amnésica
orgânica (F04) - Notável
perturbação da memória
recente e remota, com preservação
da memória imediata e redução
da capacidade de aprendizagem de material
inédito e desorientação
temporal. A confabulação
pode ser uma característica acentuada,
mas a percepção e outras
funções cognitivas, incluindo
as intelectuais, estão intactas,
em geral.
síndrome astênica
pós-infecciosa - Estado
transitório — que varia
de leve a moderado — de depressão,
fadiga, irritabilidade e sensibilidade
a estímulos ambientais, após
a recuperação de uma doença
infecciosa, habitualmente viral. A astenia
pós-gripal é o exemplo
mais comumente descrito da síndrome,
que pode ter uma base metabólica
específica, contudo ainda não
inteiramente compreendida. Sinonímia:
Encefalomielite Miálgica; Fadiga
Pós-Viral. Ver Neurastenia.
síndrome cerebral alcoólica
- Termo genérico para uma variedade
de transtornos devido ao efeito do álcool
sobre o cérebro — intoxicação
aguda, intoxicação patológica,
síndrome de abstinência,
delirium tremens, alucinoses, síndrome
amnésica, demência, transtorno
psicótico. Deve-se dar preferência
a termos mais específicos.
síndrome da criança
desajeitada - Ver Transtorno
Específico do Desenvolvimento
da Função Motora.
síndrome da personalidade
com dor crônica - Ver
Alterações Permanentes
da Personalidade.
síndrome das pernas inquietas
- Parestesias profundas das pernas que
são principalmente vivenciadas
durante períodos prolongados
de repouso muscular, estados de sonolência
e do período de indução
do sono. Os sintomas são aliviados
através de movimento das pernas
e de caminhadas. A condição
pode ser usual e é freqüentemente
associada à mioclonia noturna.
Sinonímia: síndrome de
ekbon; taquiatetose.
síndrome da tortura
- Termo médico impreciso, cunhado
originalmente na Dinamarca, que se refere
à desconfiança, hipervigilância,
doenças relacionadas com estresse,
esquiva das equipes médicas e
sociais, baixo amor-próprio e
lesão cerebral em pessoas que
foram vítimas de tortura.
síndrome de abstinência
(F1x.3) - Conjunto de sintomas
de configuração e gravidade
variáveis que ocorrem após
a cessação ou redução
do uso de uma substância psicoativa
que vinha sendo usada repetidamente
e geralmente após um longo período
e/ou em altas doses. O início
e o curso são limitados no tempo
e são relacionados com o tipo
de substância e com a dose que
vinha sendo usada imediatamente antes
da interrupção ou da redução
do uso. A síndrome pode ser acompanhada
por sinais de alterações
fisiológicas.
A síndrome de abstinência
é um dos indicadores da síndrome
de dependência. Também
é uma característica que
define o significado mais estrito do
termo dependência.
Tipicamente, as características
da síndrome são opostas
às da intoxicação
aguda.
A síndrome de abstinência
do álcool é caracterizada
por tremores, sudorese, ansiedade, agitação,
depressão, náusea e mal-estar.
Ela ocorre entre 6-48 horas após
a cessação do consumo
de álcool e, quando não
complicada, termina após 2-5
dias. Ela pode ser complicada por convulsões
tipo grande mal e pode progredir para
delirium (conhecido como deliriam tremens).
As síndromes de abstinência
de sedativos têm várias
características comuns com a
abstinência do álcool,
mas podem também incluir dores
musculares e espasmos, distorções
perceptivas e distorções
da imagem corporal.
A abstinência de opióides
é acompanhada de rinorréia
(secreção nasal), lacrimejamento
(excesso de formação de
lágrimas), dores musculares,
calafrios, arrepios e, após 24-48
horas, cãibras abdominais e musculares.
O comportamento de busca da droga é
proeminente e continua após a
diminuição dos sintomas
físicos.
A abstinência de estimulantes
(crash) não é tão
bem definida quanto as síndromes
de abstinência às substâncias
depressoras do sistema nervoso central;
a depressão é proeminente
e é acompanhada por mal-estar,
inércia e instabilidade. Ver
Transtorno por Abuso de Substância
Psicoativa.
síndrome de abstinência
com delirium (F1x.4) delirium tremens
- Ver Síndrome de Abstinência.
síndrome de asperger
(F84.5) - Transtorno de validade
nosológica incerta que surge
na infância e é caracterizado
pelo mesmo tipo de anormalidade qualitativa
da interação social recíproca
que caracteriza o autismo, junto com
um repertório restrito, estereotipado
e repetitivo de interesses e atividades.
Difere primariamente do autismo pelo
fato de que não existe um retardo
geral na linguagem ou no desenvolvimento
cognitivo. O transtorno é associado
com uma falta de jeito marcante. Existe
uma forte tendência para as anormalidades
persistirem na adolescência e
idade adulta. Podem ocorrer episódios
psicóticos no início da
vida adulta. Sinonímia: Psicopatia
Autística; Transtorno Esquizóide
da Infância.
síndrome de binswanger
- Forma rara de demência pré-senil
associada a hipertensão e lesões
isquêmicas profundas da substância
branca dos hemisférios cerebrais,
na presença de um córtex
intacto e de um aspecto de translucidez
da substância branca à
tomografia computadorizada. Esta condição
foi descrita por Binswanger em 1894.
Sinonímia: Leucoencefalopatia
Subcortical Crônica; Encefalopatia
Arteriosclerótica Subcortical.
Ver Doença de Alzheimer.
síndrome de da costa
(F45.3) - Descrito em 1871
por Da Costa durante a Guerra Civil
Americana como um transtorno cardíaco
funcional. Os sintomas são dor
pré-cordial, palpitações,
dificuldade de respirar, sudorese excessiva,
vertigens, cefaléias e transtornos
do sono, todas manifestações
de um estado ansioso. Ver Astenia Neurocirculatória.
síndrome de deficiência
de tiamina (E51) - A síndrome
clássica de deficiência
de tiamina é chamada beribéri
e é raramente vista, exceto quando
o arroz branco polido é a base
dietética. Na maioria das sociedades,
no entanto, a deficiência de tiamina
está amplamente associada com
o uso excessivo de álcool, predominando
então as manifestações
do sistema nervoso. Uma manifestação
da mesma é a encefalopatia de
Wernicke (E51.2), outra é a neuropatia
periférica. As duas podem ocorrer
conjuntamente.
síndrome de dependência
(F1x.2) - Grupo de fenômenos
comportamentais, cognitivos, e fisiológicos
que podem desenvolver-se após
uso repetido de uma substância.
Esses fenômenos incluem tipicamente
um forte desejo de ingerir a droga,
controle prejudicado sobre o seu uso,
uso persistente a despeito das conseqüências
danosas, prioridade ao uso da droga
sobre outras atividades e obrigações,
aumento da tolerância e reação
física de privação
quando o uso da droga é interrompido.
Na CID-10, o diagnóstico da síndrome
de dependência é feito
se três ou mais dos seis critérios
especificados ocorrerem no prazo de
um ano. A síndrome de dependência
pode referir-se a uma substância
específica (p.ex., tabaco, álcool
ou diazepam), a uma classe de substâncias
(p.ex., opióides), ou a um espectro
mais amplo de substâncias farmacologicamente
diferentes. Ver Alcoolismo; Dependência;
Transtornos por uso de Substância
Psicoativa.
síndrome de dependência
do álcool - Ver Síndrome
de Dependência.
síndrome de despersonalização/desrealização
(F48.1) - Transtorno raro no
qual o indivíduo queixa-se espontaneamente
que sua própria atividade mental,
seu corpo e seu ambiente mudaram de
qualidade, de modo a parecerem irreais,
remotos ou automatizados. Entre os vários
fenômenos dessa síndrome,
os pacientes queixam-se mais freqüentemente
de perda das emoções e
sentimentos, de estranheza ou desligamento
de seu pensamento, de seu corpo ou do
mundo real. Apesar da natureza dramática
da experiência, o paciente está
consciente da irrealidade da mudança.
O sensório é normal e
a capacidade de expressar emoções
permanece intacta. Sintomas de despersonalização/desrealização
podem ocorrer como parte diagnosticável
de um transtorno esquizofrênico,
depressivo, fóbico ou obsessivo-compulsivo.
síndrome de dor
- Ver alterações permanentes
de personalidade.
síndrome
de Down - forma comum de retardo
mental causada por uma anormalidade
cromossômica; anteriormente chamada
de mongolismo.
síndrome de estocolmo
- Identificação com o
agressor, por parte de suas vítimas,
observada particularmente em indivíduos
seqüestrados. As mesmas identificações
foram relatadas entre os sobreviventes
dos campos de concentração
da Segunda Guerra Mundial na Europa.
síndrome de exaustão
(ing.: burnout syndrome) -
Estado caracterizado por exaustão
física e/ou emocional em resposta
ao estresse decorrente de exigências
persistentes de um determinado nível
de desempenho ocupacional do indivíduo.
Suas características são:
diminuição do desempenho
profissional, fadiga, insônia19,
depressão, abuso de álcool
ou outras drogas para alívio
temporário e, às vezes,
suicídio. O termo é controvertido
e algumas autoridades afirmam que a
maioria dos casos de síndrome
de exaustão não passa
de depressões clínicas.
síndrome de ganser
- Condição vista em pessoas
acusadas ou encarceradas, que se manifesta
por sintomas de confusão e dissociação.
O exame do estado mental freqüentemente
evidencia respostas apenas aproximadas
à questões referentes
a orientação, memória
ou função cognitiva. É
mais freqüente em sociedades industrializadas.
síndrome de gerstmann
(F81.2) - Agnosia digital,
desorientação esquerda-direita,
acalculia e agrafia, às vezes
acompanhadas de apraxia de construção,
dislexia e hemianopsia ipsolateral resultante
de lesão do lobo parietal dominante.
A validade da síndrome, enquanto
conjunto autônomo de sintomas,
tem sido contestada.
síndrome de gilles de
la tourette - Ver Transtorno
de Tiques Vocais e Motores Múltiplos.
síndrome de heller (F84.3)
- Transtorno psicótico raro da
infância, com início usualmente
depois de 3 ou 4 anos de desenvolvimento
normal. E caracterizado por regressão
profunda e desintegração
comportamental no decorrer de poucos
meses, com deterioração
da fala e da linguagem, comprometimento
das habilidades sociais e do relacionamento
interpessoal, estereotipias e maneirismos,
porém com conservação
de uma expressão facial inteligente.
O prognóstico é pobre
e em alguns casos há uma certa
evidência de doença cerebral
orgânica.
síndrome de kanner
- Ver Autismo Infantil.
síndrome de kleine-levin
- Síndrome rara que ocorre, na
maior parte dos casos, nos jovens do
sexo masculino, caracterizado por ataques
periódicos de hiperfagia, hipersonia,
bem como transtornos psicológicos
e comportamentais. O transtorno tem
a tendência de ser autolimitante
e poderá responder à administração
de aminas simpaticomiméticas.
síndrome de korsakov
- Ver Síndrome Amnésica
Orgânica.
síndrome de landau-kleffner
(F80.3) - Transtorno no qual
a criança, que já tinha
previamente tido um desenvolvimento
normal da linguagem, perde tanto as
habilidades de recepção
como de expressão verbais, mas
mantém a inteligência intacta;
o início do transtorno é
acompanhado por alterações
paroxísticas do EEG e, na maioria
dos casos, também por convulsões.
Usualmente começa entre os 3
e 7 anos, com a perda das habilidades
ocorrendo numa questão de dias
ou semanas. A associação
temporal entre o estabelecimento da
perda da linguagem e os ataques epilépticos
é variável, com um precedendo
o outro (em qualquer ordem) de poucos
meses até dois anos. As características
clínicas sugerem o envolvimento
de um processo inflamatório do
cérebro, como etiologia. Cerca
de dois terços dos pacientes
permanecem com um déficit receptivo
da linguagem mais ou menos grave.
síndrome de lesch-nyhan
- Um transtorno neuromuscular grave
com movimentos coreoatetóides
involuntários, vômitos
periódicos, deficiência
mental de leve a grave, automutilação
(mordedura dos lábios e pontas
dos dedos) e uma artrite gotosa grave
associada a níveis elevados de
ácido úrico. O metabolismo
anormal da purina deve-se a uma deficiência
genética da enzima hipoxantinaguaninafosforribosiltransferase,
transmitida como um transtorno recessivo
ligado ao cromossomo X.
síndrome de linfoadenopatia
generalizada - Ver complexo
associado à aids/sida.
síndrome de má-absorção
- Conjunto de sintomas e sinais causados
por uma absorção inadequada
de vitaminas lipossolúveis, carboidratos,
proteínas, água e minerais,
levando a excreção fecal
anormal de gorduras (esteatorréia).
Entre as causas mais freqüentes
estão as falhas da digestão
normal (como na gastrectomia), cirrose,
insuficiência pancreática,
anorexia nervosa ou bulimia nervosa,
anomalias bioquímicas (p.ex.,
doença celíaca e deficiências
enzimáticas hereditárias)
e uma inadequada superfície de
absorção (como nas ressecções
massivas do intestino delgado). Os sinais
e sintomas incluem perda de peso, redução
da massa muscular, estatura baixa, edema,
deformidade do esqueleto, deposições
abundantes e hipocólicas, bem
como neuropatia, encefalopatia e demência
secundária a deficiências
vitamínicas múltiplas.
síndrome de maus-tratos
- Efeitos na vítima de abuso
físico ou psicológico.
síndrome de munchhausen
- Ver Transtorno Factício.
síndrome de retração
genital - Síndrome,
originalmente descrita no Japão,
caracterizada pelo receio ou crença
que os órgãos sexuais
(p.ex., pênis, testículos,
seios, mamilos) se retraem e desaparecem
para dentro do corpo, o que é
seguido da morte da pessoa. Ocorre tanto
de maneira isolada como epidêmica8.
Sinonímia: KORO.
síndrome de rett (F84.2)
- Uma condição até
então relatada somente em meninas,
na qual o desenvolvimento inicial, aparentemente
normal, é seguido por perda parcial
ou total da fala e das habilidades de
locomoção e do uso das
mãos, junto de uma desaceleração
do crescimento do crânio, usualmente
com início entre os 7 e os 24
meses de idade. São características:
perda dos movimentos propositais das
mãos, estereotipias de aperto
de mãos e hiperventilação.
O desenvolvimento social e lúdico
é interrompido, porém
o interesse social tende a ser mantido.
Ataxia e apraxia do tronco começam
a se desenvolver na idade de 4 anos
e são seguidos freqüentemente
por movimentos coreoatetóides.
A deficiência mental grave é
o resultado invariável.
síndrome de tensão
pré- menstrual - Grupo
de sintomas físicos e psíquicos
múltiplos que, em combinações
variáveis, ocorrem caracteristicamente
em mulheres na segunda fase do ciclo
menstrual (fase luteal) e declina durante
os primeiros 11-12 dias do ciclo. Os
sintomas mais comuns são: tensão,
irritabilidade, depressão, dor
nos seios, retenção de
líquidos e lombalgias. A relação
entre a perturbação mental
e alterações hormonais
nessa síndrome permanece obscura.
Sinonímia: tensão pré-menstrual;
TPM. Ver Dismenorréia.
síndrome de tourette
- Ver Transtorno de Tiques
Vocais e Motores Múltiplos.
síndrome de wernicke-
korsakov - Ver Psicose de Korsakov.
síndrome diencefálica
- Anormalidades das funções
endócrinas, autonômicas
e mentais devido à interrupção
das conexões entre o hipotálamo
e a hipófise. O estupor diencefálico,
também chamado de estupor de
Cairns, consiste de rigidez, catatonia
postural e ausência de emoção
e movimentação espontâneas.
síndrome do homem retesado
- Condição de etiologia
desconhecida, que afeta principalmente
jovens do sexo masculino, caracterizada
inicialmente por espasmos dolorosos
intermitentes e graves dos músculos
axiais, progredindo para um contínuo
aumento do tônus muscular estriado,
com espasmos superpostos que podem ser
desencadeados pela movimentação.
síndrome do intestino
irritável - Hiperirritabilidade
e alteração da mobilidade
e da secreção do aparelho
gastrintestinal, muitas vezes acompanhadas
de outros sintomas variáveis,
tais como náuseas e vômitos,
anorexia, flatulência, hiperacidez
e prisão de ventre ou diarréia,
na ausência de uma doença
orgânica dos intestinos. A síndrome
ocorre normalmente em personalidades
ansiosas ou após estresse ou
tensão da vida.
síndrome do lobo frontal
(F07.0) - Mudanças de
comportamento subseqüentes à
lesão das áreas cerebrais
frontais ou à interferência
sobre as conexões a elas correspondentes.
Verifica- se, em geral, diminuição
do autocontrole, da antecipação,
da criatividade e da espontaneidade,
que se pode manifestar como irritabilidade
aumentada, egoísmo e falta de
consideração pelos outros.
O nível de consciência
e a concentração da atenção
estão, com freqüência,
diminuídos, sem que necessariamente
se verifique deterioração
mensurável do intelecto ou da
memória. O quadro global é,
muitas vezes, de embotamento emocional,
falta de iniciativa e lentificação.
Especialmente em indivíduos de
personalidade anterior enérgica,
inquieta ou agressiva, pode haver mudanças
tendendo à impulsividade, à
arrogância, a explosões
emocionais, a brincadeiras tolas e de
mau gosto, bem como o desenvolvimento
de ambições pouco realistas;
a direção da mudança
depende, em geral, dos traços
prévios de personalidade. Pode
ocorrer considerável grau de
recuperação, sustentável
durante vários anos. E uma das
conseqüências freqüentes
da lobotomia.
síndrome do ninho vazio
- Condição observada em
certas culturas marcada pelas reações
emocionais dos pais à saída
de casa do filho mais jovem ou do último
filho.
síndrome do x frágil
- Defeito hereditário que pode
ocorrer no cromossomo X humano (Xq 27-28),
cuja expressão é um segmento
não corado durante a metáfase,
tornando o cromossomo muito suscetível
à ruptura. O defeito figura entre
as causas freqüentes de oligofrenia
de moderada à profunda, apresentando-se
em cerca de um terço das famílias
com deficiência mental ligada
ao cromossomo X. São também
encontrados, no sexo masculino: macrorquídia,
orelhas de abano, fácies característica,
convulsões e autismo. Estudos
citogenéticos e moleculares permitem
o diagnóstico no homem afetado
e na mulher portadora.
síndrome
extrapiramidal - Variedade
de sinais e sintomas, incluindo rigidez
muscular, tremores, baba, marcha oscilante
(parkinsonismo); inquietação (acatisia);
posturas involuntárias peculiares
(distonia); inércia motora (acinesia)
e muitas outras perturbações neurológicas.
Resulta de disfunção do sistema extrapiramidal.
Pode ocorrer como um efeito colateral
de certas drogas psicotrópicas, particularmente
fenotiazina.
síndrome
fetal alcoólica (sfa) (Q86.0)
- Padrão de retardo do crescimento
e do desenvolvimento, tanto mental
como físico, com defeitos de
crânio, face, membros e cardiovasculares,
encontrados em alguns filhos de mães
cujo consumo de álcool durante
a gravidez é elevado. As anormalidades
mais comuns são: deficiência
de crescimento pré e pós-natal,
microcefalia, atraso no desenvolvimento
ou deficiência mental, fendas
palpebrais pequenas, nariz curto e
arrebitado com a ponte nasal afundada
e um lábio superior fino, pregas
palmares anormais e malformações
cardíacas (especialmente septais).
Muitas outras anomalias mais sutis
também têm sido atribuídas
aos efeitos do álcool no feto
(efeitos alcoólicos fetais,
EAF), mas há controvérsias
quanto ao nível de consumo
materno que produz tais efeitos.
síndrome nolitiva
- Constelação de características
tidas como associadas ao uso de substâncias
psicoativas, que inclui apatia, perda
de afetividade, capacidade diminuída
para encarregar-se de planos complexos
ou de longa duração,
baixa tolerância à frustração,
concentração prejudicada
e dificuldade em seguir rotinas. A
existência desta condição
é controversa. Ela tem sido
relatada principalmente em conexão
com o uso de cannabis e pode simplesmente
refletir intoxicação
crônica por esta droga. Os sintomas
também podem refletir a personalidade,
atitudes ou estágio de desenvolvimento
do usuário. Na literatura de
língua inglesa, esta síndrome
é conhecida como amotivational.
síndrome pós-concussional
- Ocorre depois de um traumatismo
encefálico e inclui uma variedade
de sintomas, tais como: dores de cabeça,
vertigens, cansaço, irritabilidade,
redução da capacidade
de concentração e de
elaboração de raciocínios,
alterações da memória,
insônia, tolerância reduzida
para o estresse e excitação,
desencadeada por emoções
ou pelo uso de álcool. Avaliações
laboratoriais podem fornecer evidências
objetivas que justificam os sintomas,
mas freqüentemente negativas.
Embora alguns indivíduos possam
adotar um papel de doente permanente,
suas queixas não são
necessariamente associadas a pedidos
de indenizações (i.é.,
seguros, aposentadorias, etc.). Ver
Neurose de Compensação.
síndrome pós-encefalítica
- Apresenta-se como mudança
inespecífica do comportamento
sob formas variadas. É um resíduo
de uma disfunção neurológica,
que se inicia após melhora
dos sintomas de encefalite virai ou
bacteriológica. Esta síndrome
pode ser reversível.
síndrome relacionada
à cultura (ing.: culture-related
syndrome) - Complexo de sintomas
que ocorre em certos tipos de cultura
com freqüência maior do
que a esperada. Estas síndromes
são geralmente consideradas
como particularmente moldadas, influenciadas
ou eliciadas pelo ambiente cultural.
Exemplos incluem condições
originalmente descritas em uma região,
mas que são amplamente observadas
em outras sociedades. Estas síndromes
tendem a focalizar a psicopatologia
descritiva em vez de sua gênese.
síndrome vinculada
à cultura (ing.: culture-bound
syndrome) - Uma condição
clínica tradicionalmente considerada
de ocorrência predominante em
uma dada sociedade. Embora alguns
estudiosos da psiquiatria cultural
sugiram que “síndrome
vinculada à cultura”
seja uma categoria válida,
uma entidade nosológica independente,
outros afirmam que, através
da tradução dos elementos
semânticos de uma dada síndrome,
pode-se estabelecer sua correspondência
com padrões diagnósticos
ocidentais. Sinonímia: síndrome
específica à cultura.
sinestesia
-
Uma condição na qual uma experiência
sensorial associada com uma modalidade
ocorre quando outra modalidade é estimulada.
por exemplo, um som produz a sensação
de determinada cor.
sintoma
- Uma
manifestação subjetiva de uma condição
patológica. Os sintomas são relatados
pelo indivíduo afetado, ao invés de
observados pelo examinador.
sintoma conversivo
- Uma perda ou alteração do funcionamento motor ou sensorial voluntário,
sugerindo uma condição neurológica
ou médica geral. Fatores psicológicos
presumivelmente estão associados com
o desenvolvimento do sintoma, e este
não é plenamente explicado por uma
condição neurológica ou médica geral
ou pelos efeitos diretos de uma substancia.
O sintoma não é intencionalmente produzido
nem é culturalmente sancionado.
sintoma patognomônico
- Manifestação clínica
que se supõe ser um indicador
altamente específico e confiável
do diagnóstico de uma doença
particular, p.ex., as manchas de Koplik
no sarampo. Nos transtornos psiquiátricos
a especificidade diagnostica absoluta
dos fenômenos clínicos
é praticamente inexistente
e mesmo exemplos comumente citados
(como a pupila de Argyll Robertson
na neurossífilis) não
satisfazem o requisito.
sintomas endogenomórficos
- Sintomas incluídos nos critérios
de pesquisa para o diagnóstico
da esquizofrenia e síndromes
afetivas axiais propostos por psiquiatras
vienenses nos anos 1970. O adjetivo
"endogenomórfico"
tem a intenção de enfatizar,
por um lado, suas relações
com o conceito de psicose endógena
e, por outro lado, suas funções
puramente descritivas livres de pressupostos
etiológicos. Por causa desta
conotação teórica
redundante, o termo não é
recomendado para uso geral. Ver Endógeno.
sintomas negativos
- Manifestações psicopatológicas
ou neurológicas de diminuição
ou perda de uma função
normal resultantes de uma lesão
no sistema nervoso central. O conceito
origina-se da teoria da dissolução
de Hughlings Jackson (1835-1911),
que postula um efeito duplo decorrente
das lesões cerebrais: (i) deficiências
diretamente ligadas à lesão
e (ii) o fenômeno positivo que
surge secundariamente à medida
que níveis ontogeneticamente
inferiores são liberados do
controle de centros superiores. Essa
visão tem tido repercussão
na psiquiatria, principalmente na
psicopatologia descritiva da esquizofrenia.
Geralmente os sintomas ditos negativos
incluem pobreza do discurso, limitação
da atenção, embotamento
afetivo, apatia e isolamento social.
Entretanto, não há um
consenso sobre a natureza e a avaliação
dos sintomas negativos e pouco se
sabe sobre sua base fisiopatológica
na esquizofrenia. Ver Sintomas Positivos.
sintomas positivos
- Manifestação clínica
do psiquismo representada por uma
imagem especular dos sintomas negativos.
Resulta da liberação
ou excitação de centros
e funções até
então inibidos por uma estrutura
cerebral superior, uma vez que esta
tenha sido afetada por uma lesão.
Exemplos freqüentes de sintomas
positivos são delírios
e alucinações, perturbações
do humor, alterações
catatônicas e perturbações
formais do pensamento. Ver Sintomas
Negativos.
socialização
- Processo do desenvolvimento de qualidades
e de aquisição de aptidões
sociais requeridas para o funcionamento
efetivo numa cultura particular, que
começa no início da
infância. Ainda que alguém
possa aculturar-se durante a idade
adulta em uma cultura estrangeira,
a socialização numa
cultura estrangeira nesta idade é
extremamente difícil, se não
impossível. Ver Enculturação.
solventes - Ver Droga
Psicoativa.
soma
- Corpo; compleição física
de um ser humano, distinto da psique.
somatiforme,
ou somatomorfo, ou de somatização
- A característica comum dos Transtornos
Somatoformes é a presença de sintomas
físicos que sugerem uma condição médica
geral (daí,o termo somatoforme), porém
não são completamente explicados por
uma condição médica geral, pelos efeitos
diretos de uma substância ou por um
outro transtorno mental (por ex.,
Transtorno de Pânico). Os sintomas
devem causar sofrimento clinicamente
significativo ou prejuízo no funcionamento
social ou ocupacional ou em outras
áreas importantes. Em comparação com
os Transtornos Factícios e a Simulação,
os sintomas físicos não são intencionais
(isto é, não estão sob o controle
voluntário). Os Transtornos Somatoformes
diferem dos Fatores Psicológicos que
Afetam a Condição Médica, na medida
em que não existe uma condição médica
geral diagnosticável que explique
plenamente os sintomas físicos. O
agrupamento desses transtornos em
uma única seção fundamenta-se mais
na utilidade clínica (isto é, a necessidade
de excluir condições médicas gerais
ocultas ou etiologias induzidas por
substâncias para os sintomas físicos)
do que em premissas envolvendo uma
etiologia ou mecanismo em comum. Esses
transtornos são encontrados com freqüência
nos contextos médicos gerais.
| O
Transtorno de Somatização
(historicamente chamado
de histeria ou síndrome
de Briquet) é um transtorno
polissintomático que inicia
antes dos 30 anos, estende-se
por um período de anos
e é caracterizado por
uma combinação de dor,
sintomas gastrintestinais,
sexuais e pseudoneurológicos.
|
| O
Transtorno Somatoforme
Indiferenciado caracteriza-se
por queixas físicas inexplicáveis,
com duração mínima de
6 meses, abaixo do limiar
para um diagnóstico de
Transtorno de Somatização.
|
| O
Transtorno Conversivo
envolve sintomas ou déficits
inexplicáveis que afetam
a função motora ou sensorial
voluntária, sugerindo
uma condição neurológica
ou outra condição médica
geral. Presume-se uma
associação de fatores
psicológicos com os sintomas
e déficits. |
| O
Transtorno Doloroso
caracteriza-se por dor
como foco predominante
de atenção clínica. Além
disso, presume-se que
fatores psicológicos têm
um importante papel em
seu início, gravidade,
exacerbação ou manutenção.
Hipocondria é preocupação
com o medo ou a idéia
de ter uma doença grave,
com base em uma interpretação
errônea de sintomas ou
funções corporais. |
| O
Transtorno Dismórfico
Corporal é a preocupação
com um defeito imaginado
ou exagerado na aparência
física. |
| O
Transtorno de Somatização
Sem Outra Especificação
é incluído para a codificação
de transtornos com sintomas
somatoformes que não satisfazem
os critérios para qualquer
um dos Transtornos Somatoformes.
|
somatotropina - Ver Hormônio
do Crescimento.
sonambulismo (F51.3) - Estado
de consciência alterada
no qual se combinam fenômenos
do sono e da vigília. Durante
um episódio, o sonâmbulo
levanta-se da cama, usualmente
durante a primeira terça
parte do sono noturno, e caminha
com baixos níveis de consciência,
reatividade e capacidades motoras.
Usualmente não há
lembrança do evento depois
de acordar.
sonho - Seqüência
de imagens que ocorre durante
a fase de movimentos oculares
rápidos (REM) do sono que
podem ser relembradas após
o despertar. Os sonhos possuem
diferentes significações
simbólicas e religiosas
ou supernaturais em várias
sociedades. Em muitas sociedades
tribais ou camponesas, os sonhos
são considerados eventos
reais que ocorrem em outro tempo
ou lugar (p.ex., “tempo
do sonho”, “mundo
dos espíritos”).
Em muitas sociedades ocidentais,
os sonhos têm significado
pessoal ou psicológico,
mas não são vistos
como eventos reais.
sono, Insônia outros distúrbios
- O sono é um estado em que
nossa consciência diminui espontaneamente,
quando então passamos a reagir
menos aos estímulos externos.
É o inverso do estado de vigília,
sendo um período de descanso para
o corpo. Durante o sono o cérebro
apresenta importante e muito característica
atividade elétrica.
O sono é fundamental para as funções
biológicas. É noturno e seu tempo
de duração varia de pessoa para
pessoa, sendo de maior duração
na infância, diminuindo com a
idade. Freqüentemente a diminuição
do tempo de sono que ocorre normalmente
na terceira idade é confundida
com insônia ou qualquer outro
distúrbio de sono. O critério
de sono satisfatório é a sensação
de noite bem dormida, independente
do tempo dormido. A falta de sono
leva à fadiga, irritabilidade,
e a problemas de memória.
Há vários distúrbios do sono,
como a sonolência excessiva, o
sonambulismo, o terror noturno,
a insônia, etc. A sonolência excessiva
é uma alteração incomum e pode
estar relacionada a alterações
metabólicas como a desidratação
ou o descontrole de moléstia como
o diabetes. O ronco e a
apnéia são fatores que
podem prejudicar o sono, e em
geral estão relacionados à obesidade.
No ronco excessivo a pessoa acorda
com o barulho do ronco tornando
o sono interrompido. A apnéia
é um problema respiratório que
leva a curtas pausas na respiração
durante o sono, prejudicando a
qualidade do mesmo.
Nestas duas situações são fundamentais
a perda de peso alem de se evitar
dormir de barriga para cima. Em
situações mais graves pode haver
necessidade de se utilizar uma
placa dentária especial ou mesmo
a realização de cirurgia para
aumentar o espaço das vias aéreas.
O sonambulismo e o terror
noturno são distúrbios do
sono, mais freqüentes na infância,
e na maioria das vezes estão relacionados
a emoção, mas podem estar relacionados
a uso de certos medicamentos.
O sono é estudado, em laboratório,
através do polissonograma. Este
exame obriga a pessoa a dormir
no local do exame e proporciona
estudo detalhado do sono.
Alguns cuidados são muito importantes
para se ter um bom sono: horários
constantes para dormir e acordar;
evitar dormir mais que o necessário;
estar relaxado e tranqüilo ao
ir dormir e se possível tomar
um banho quente antes; procurar
dormir sempre no mesmo lugar;
evitar bebida estimulante (café
e álcool, por ex) e fumo antes
de dormir; evitar refeições pesadas
antes de dormir. A melhor posição
para se dormir é de lado, com
os joelhos flexionados, sobre
um colchão resistente mas não
duro e travesseiro da altura dos
ombros. Deve se evitar a utilização
de colchão muito macio, como o
de molas.
A insônia é uma situação
muito freqüente, e o seu diagnóstico
correto é fundamental na escolha
da terapia. Caracteriza-se pela
dificuldade para dormir, tanto
no que diz respeito ao inicio
do sono como também à sua duração,
propiciando uma sensação de noite
mal dormida com cansaço ao acordar.
Na terceira idade a duração do
sono tende a diminuir e também
a tornar-se mais interrompido,
sem que seja caracterizada a insônia.
O principal critério de avaliação
do sono é a sensação de noite
bem dormida ao se acordar, o que
nunca ocorre na insônia.
A insônia pode se manifestar de
três formas: a demora para se
iniciar o sono, o acordar durante
a noite ou o despertar muito cedo.
A insônia persistente pode levar
a problemas de humor e de comportamento,
como a depressão, e sempre produz
sensação de noite mal dormida.
A pessoa que não dorme bem está
mais sujeita a sofrer acidentes
de automóvel, ao aumento na consumo
de álcool e sonolência durante
o dia.
A insônia, entretanto, pode ocorrer
de maneira transitória, durante
um período de maior preocupação
ou "stress" ou após
viajem muito longa ("jet
lag"), por ex.
A insônia que persiste por mais
de três semanas é denominada crônica
e sempre deve ser muito bem investigada.
Não é uma doença e sim um sintoma
de distúrbios orgânicos e/ou psíquicos.
Pode ser devida a determinados
hábitos: horário irregular para
dormir, uso abusivo de café, tabagismo,
alcoolismo, etc. Problemas ambientais
como barulho, luz excessiva, frio
ou calor, incompatibilidade com
parceiro(a) etc., também são importantes.
Algumas doenças, como a demência
e o Parkinson podem ser acompanhada
de insônia. O estado febril e
a dor produzem insônia. Doenças
que levam ao desconforto respiratório
(enfisema e insuficiência cardíaca,
por ex) são causas de alterações
no ritmo do sono. Grandes altitudes
podem levar à insônia durante
os dias de adaptação.
Na grande maioria dos casos, entretanto,
a insônia está relacionada a distúrbios
psíquicos como a depressão, ansiedade,
angustia, ou stress. Alguns estudos
demonstram ser a insônia mais
freqüente entre pessoas divorciadas
e viúvas.
É sempre fundamental a identificação
de uma ou de diversas causas da
insônia.
No tratamento da insônia a higiene
do sono é fundamental, isto é,
a eliminação daqueles fatores
ambientais importantes. O hábito
de praticar exercícios regulares,
de comer coisas leves antes de
dormir, e manter horários fixos
para dormir ajudam a evitar a
insônia. O excesso de alimentos
e de bebidas (café, refrigerantes
ou bebidas alcoólicas ) é um hábito
que deve ser evitado no período
que antecede o sono. A "soneca"
durante o dia deve ser evitada.
O estado psíquico da pessoa deve
ser sempre bem avaliado e conseqüentemente
orientado.
O controle da insônia com medicamentos
deve ser feito com muito cuidado.
Os medicamentos ditos soníferos
ou reguladores do sono nada mais
são que psicotrópicos (derivados
dos benzodiazepínicos) que devido
a sua ação depressiva sobre o
sistema nervoso central induzem
ao sono. São drogas úteis para
a indução rápida do sono em situações
especiais, como nos momentos que
antecedem a uma cirurgia (pré-operatório)
ou em viajem longa, por ex. O
uso regular destas drogas deve
ser evitado, pois levam a dependência,
distúrbios da coordenação motora
e de comportamento, diminuição
da memória e produzem depressão,
e no fim, pioram a insônia.
As estatísticas mostram que os
soníferos estão entre as drogas
mais consumidas na idade adulta.
A sua utilização deve ser feita
levando-se em conta que o seu
uso prolongado leva ao acúmulo
da droga no organismo, alem de
produzir aumento de seus efeitos
colaterais.
Alguns cuidados devem nortear
a utilização de substâncias psicotrópicas
no controle do sono: usar doses
pequenas (mínima dose eficiente)
e de maneira intermitente (2 a
3 vezes por semana), por curto
espaço de tempo (no máximo quatro
semanas) e ser retirada gradualmente.
Os psicotrópicos melhores são
aqueles de mais rápida eliminação:
triazolam ("Halcion"),
zolpidem ("Stilnox")
e midazolan ( "Dormonid").
No idoso a dose deve ser sempre
menor que aquela utilizada para
o adulto jovem,
A utilização de antidepressivos,
principalmente aqueles relacionados
à serotonina (trazodone, nefazodone,
paroxetine), melhoram a qualidade
do sono e estão sendo cada vez
mais utilizadas com bons resultados.
Algumas substâncias antialérgicas
(antihistamínicos) podem ser utilizadas
para induzir o sono. A melatonina
pode ser eficiente, principalmente
em idosos.
A utilização de substâncias pouco
agressivas ao organismo, como
chás, especialmente o de valeriana
(derivado da planta Valeriana
officinalis) pode ser útil no
tratamento, com a vantagem de
ser inócuo.
sono paradoxal
- Períodos de sono, com
duração média
de cinco minutos, que ocorrem
em adultos, mais ou menos a cada
noventa minutos e durante o qual
os movimentos oculares rápidos
(REM) podem ser registrados através
de eletrooculografia. Períodos
de sono REM (ou paradoxal) são
quase totalmente ocupados por
sonhos vívidos e acompanhados
por uma variedade de mudanças
fisiológicas na freqüência
cardíaca, na freqüência
respiratória, no tônus
muscular e no fluxo sanguíneo
cerebral.
sono rem - Ver
Sono Paradoxal.
speed - Ver Anfetaminas.
speedball - Combinação
de um estimulante e um opióide,
p.ex., cocaína e heroína,
anfetamina e heroína.
status - Uma
dada posição num
sistema de relações
sociais culturalmente estruturadas.
status atribuído
- Refere-se aos sistemas sociais
nos quais o status social do indivíduo
depende mais da classe, casta
ou subcultura nas quais a pessoa
nasceu, do que de seu próprio
esforço. É característico
de sociedades tradicionais com
pequena ou nenhuma mobilidade
socioeconômica6, nas quais
a afiliação serve
como base para ocupação,
emprego, residência, casamento,
riqueza e outros aspectos importantes
da vida. As sociedades rurais
não industrializadas tendem
a atribuir status baseando-se
mais na tradição
do que em realizações.
As sociedades com status atribuído
podem ser estressantes para indivíduos
em ascensão ou ambiciosos,
mas podem ser adequadas para indivíduos
que se contentam com seu lugar
na sociedade. As pessoas com transtornos
psiquiátricos crônicos4
incapacitantes podem não
sofrer nenhum declínio
de classe social em sociedades
com status atribuído.
status conquistado
- Refere-se a sistemas sociais
nos quais o status social do indivíduo
depende de seu próprio
esforço e não da
classe, casta ou subcultura na
qual a pessoa nasceu. E característico
de sociedades nas quais o status
é o resultado da capacidade,
do conhecimento, dos esforços
e das realizações.
As sociedades altamente industrializadas
(bem como as sociedades de subsistência
tribal mais simples) tendem a
atribuir status baseando-se mais
em realizações do
que em tradição.
As sociedades com status adquirido
podem produzir estressores para
o indivíduo, particularmente
relacionadas com desempenho escolar,
competição entre
pares (ao invés de cooperação)
e necessidade de sucesso constante.
As pessoas com transtornos psiquiátricos
crônicos4 incapacitantes
podem sofrer um declínio
em seu status social em tais sociedades.
status inconsistente
- Ocorre quando o status passado
ou habitual no indivíduo
não é consistente
com o status presente. É
visto entre refugiados que anteriormente
pertenceram à classes de
elite, pessoas que perderam seus
empregos, pessoas aposentadas
ou pessoas deslocadas pelas mudanças
socioeconômicas6 ou políticas
na sociedade.
subconsciente - O Subconsciente
deve ser estudado juntamente com
o estudo da Atenção. Subconsciente
é diferente do inconsciente. O
aspecto para o qual se dirige
a Atenção é chamado de alvo (ou
foco), por isso e apropriadamente,
podemos fazer uma analogia didática
do focalizar da consciência com
um alvo de tiro. O elemento que,
em dado momento, constitui o objeto
de nossa Atenção, ocupa sempre
o ponto central do campo da consciência.
O centro desse alvo perceptual
corresponde ao grau máximo de
consciência e é denominado foco
da Atenção.
Tudo o que é focalizado (no foco)
pela consciência é percebido com
Atenção mas, em seu redor, porém,
existem outros objetos ou fenômenos
psíquicos, os quais, sem ter abandonado
o campo da consciência, deixam
de ser objeto de Atenção. Os círculos
concêntricos mais próximos exprimem,
esquematicamente, a área Subconsciente
e o círculo mais afastado o inconsciente.
O elemento que, em dado momento,
constitui o objeto de nossa Atenção,
ocupa sempre o ponto central do
campo da consciência, portanto,
nossa capacidade para concentrar
a atividade da consciência em
uma só coisa acaba, forçosamente,
excluindo total ou parcialmente
as demais. Entre as partes deste
conjunto composto pela consciência,
subconsciente e inconsciente
não é possível estabelecer limites
de nítidos.
subcultural
- Atributos comportamentais e ideológicos
de subgrupos dentro de uma cultura
(p.ex.; seitas religiosas, minorias
étnicas ou tribais, sociedades
secretas, pessoas dependentes de drogas)
os quais lhes são específicos
e não são compartilhados
pela comunidade em geral.
sublimação - A energia associada
a impulsos e instintos socialmente
e pessoalmente constrangedores é,
na impossibilidade de realização destes,
canalizada para atividades socialmente
meritosas e reconhecidas. A frustração
de um relacionamento afetivo e sexual
mal resolvido, por exemplo, é sublimado
na paixão pela leitura ou pela arte.
substância
- Ver Substância Psicoativa.
substâncias,
abuso de - Uso patológico
de agentes que modificam o humor,
comportamento e cognição, criando
um prejuízo no funcionamento social
ou ocupacional.
substância psicoativa
- Substância que quando ingerida
afeta os processos mentais, p.ex.,
cognição ou humor. Este
termo e seu equivalente, droga psicoativa,
são os termos mais descritivos
e neutros para toda a classe de substâncias,
lícitas e ilícitas que
interessam à política
sobre drogas. “Psicoativa”
não implica necessariamente
produção de dependência,
e, no linguajar comum, é freqüentemente
omitido como em “uso de drogas”
ou “abuso de substâncias”.
(Verdroga.) Nas décadas de
1960 e 1970, houve, em muitos países
europeus e de língua inglesa,
um amplo debate político-cultural
sobre se termos descritivos gerais
eram positivos ou negativos em relação
às experiências de alterações
mentais obtidas com a LSD e drogas
similares. Os termos “psicomimético"
e “alucinógeno”
(que se tornou o nome aceito para
esta classe de drogas) tinham uma
conotação desfavorável,
enquanto "psicodélico"
e “psicolítico"
transmitiam uma conotação
mais favorável. "Psicodélico",
em particular, era também usado
com o mesmo amplo alcance de "psicoativo".
(O periódico Journal of psychedelic
drugs acabou substituindo psychedelic
de seu título para psychoactive
em 1981.) Ver Psicotrópico.
substâncias controladas
- Substâncias psicoativas e
seus precursores cuja distribuição
é proibida por lei ou limitada
aos canais médicos e farmacêuticos.
As substâncias que estão
sujeitas a esse controle diferem de
país para país. O termo
é freqüentemente usado
para se referir às drogas psicoativas
e seus precursores incluídos
nas convenções internacionais
sobre drogas (a convenção
Única de Drogas Narcóticas
de 1961, emendada pelo Protocolo de
1972; a Convenção de
Substâncias Psicotrópicas
de 1971; a Convenção
Contra o Tráfico Ilícito
de Drogas Narcóticas e Substâncias
Psicotrópicas de 1988). Tanto
internacional como nacionalmente (como
no Ato de 1970 sobre Substâncias
Controladas, dos EUA), as drogas controladas
são normalmente classificadas
de acordo com uma relação
hierárquica que reflete os
diferentes graus de restrição
ou disponibilidade.
substâncias voláteis
- Substâncias que se vaporizam
à temperatura ambiente. As
substâncias voláteis
inaladas pelos seus efeitos psicoativos
(também chamadas inalantes)
incluem os solventes orgânicos
presentes em muitos produtos domésticos
e industriais (tais como colas, aerossóis,
tintas, solventes industriais, lacas,
gasolina e fluidos de limpeza) e os
nitritos alifáticos, tais como
o nitrito de amila . Algumas substâncias
são diretamente tóxicas
para o fígado, rins ou coração,
e algumas produzem neuropatia periférica
ou degeneração cerebral
progressiva. Os usuários mais
freqüentes destas substâncias
são adolescentes jovens e crianças
de rua.
O usuário tipicamente molha
um pano com o inalante e coloca sobre
a boca e nariz, ou coloca o inalante
num saco de papel ou plástico
que é então posto sobre
a face (induzindo anoxia além
da intoxicação). Os
sinais de intoxicação
incluem beligerância, agressividade,
letargia, alteração
psicomotora, euforia, alteração
de juízo crítico, tonturas,
nistagmo, visão embaciada ou
diplopia, fala pastosa, tremores,
marcha instável, hiper-reflexia,
fraqueza muscular e estupor ou coma.
substituição
– Mecanismo mental, operando inconscientemente,
através do qual um objetivo, emoção
ou objeto inatingível ou inaceitável
é substituído por outra que esteja
ao seu alcance.
substituição
dos sons da fala - Substituição
fonêmica ou fonética;
o uso de determinado fonema no lugar
do correto, tal como “vrido”
ao invés de "vidro"
ou “franela" ao invés
de “flanela". Dentre os
transtornos do desenvolvimento da
articulação da fala,
este é o tipo mais comum de
má articulação.
Este fenômeno pode ser condicionado
pelo idioma e sua ocorrência
é favorecida pela exposição
a mais de um idioma.
sugestão – Processo
de influência um cliente para
que aceite uma idéia, crença ou atitude
sugerida pelo terapeuta.
sugestionabilidade
- Propensão para uma aceitação
não crítica de idéias,
de crenças e de padrões
de comportamento expressados ou apresentados
por outras pessoas. A Sugestionabilidade
pode acentuar-se devido a condições
do meio ambiente, efeito de drogas
e hipnose e pode constituir um traço
proeminente em pessoas com transtorno
histriônico48 dapersonalidade.
O termo "sugestionabilidade negativa"
é aplicado, por vezes, a um
comportamento negativista.
suicídio
- "O termo suicídio define
um comportamento ou ato que
visa a antecipação da própria morte.
Essencialmente ele resulta de um processo
em que a dor psicológica intensa
conseqüência de acontecimentos que
tornam a vida dolorosa e/ou insuportável,
em que deixam de existir quaisquer
soluções que permitam escapar a um
processo de introspecção, que deixa
como única solução, a morte do próprio
individuo. Este processo desenvolve-se
regra geral, gradualmente num sentido
negativo provocando um estado dicotômico
em que passam a existir apenas
duas soluções possíveis para um problema
ou situação (tudo ou nada; viver ou
morrer). Refira-se que uma das palavras
mais relevante e perigosa em suicidologia
é a palavra “apenas”, que denuncia
exatamente o estado de constrição
da mente evidenciando o estreitamento
do focos de atenção.
Concorrem para este comportamento
fatores psicológicos diversos de entre
os quais se destacam a depressão,
abuso de drogas ou álcool, doenças
do foro psiquiátrico tais como esquizofrenia,
depressão bipolar, distúrbio de stress
pos-traumático, distúrbio de personalidade
borderline entre outros fatores.
suicídio
anômico - Auto-eliminação
resultante de isolamento social acompanhado
de falta de sentido e de objetivos
na vida. Ver desculturação.
suicídio associado
ao vih - A infecção
por VIH e a AIDS/SIDA estão
associadas a um alto risco de suicídio,
particularmente no período
subseqüente ao conhecimento da
seropositividade. Algumas síndromes
psiquiátricas, particularmente
depressão e deliriam, podem
aumentar o risco de suicídio.
superabrangência
(ing.: overinclusiveness) -
Característica do pensamento
observada em pacientes com esquizofrenia
e estados semelhantes à esquizofrenia,
que se manifesta como uma deficiência
na manutenção dos limites
conceituais e uma resultante intrusão
de associações irrelevantes
ou distantes, que tornam o pensamento
impreciso. É também
observada como um transtorno da fala.
superdose (ing.: overdose)
- Uso de qualquer droga em quantidade
suficiente para provocar agudamente
efeitos físicos e mentais indesejáveis.
A superdose deliberada é um
meio comum de suicídio ou de
tentativa de suicídio. Em números
absolutos, as superdoses de drogas
lícitas são geralmente
mais comuns do que as de drogas ilícitas.
A superdose pode provocar efeitos
transitórios, duradouros ou
morte; entretanto, a dose letal de
uma droga em particular varia com
o indivíduo e com as circunstâncias
do uso. Ver Intoxicação;
Envenenamento por Álcool ou
Droga.
super-ego - Sistema de forças
restritivas e inibidoras dos impulsos
básicos tais como: sexo, agressividade,
fome etc. Ele é construído junto com
as experiências de socialização da
criança. Pois ela, ao exprimir instintos
básicos, o sujeito corre o risco de
se opor aos valores de sua comunidade.
A medida que estes valores sociais
são apresentados à criança, através
de um sistema de reforçamento básico
de recompensas e punições para as
suas ações, ela constrói a idéia do
que é ou não permitido.
Fortalecendo-se com o tempo, o superego,
devidamente estabelecido, torna-se
uma "consciência moral"
e o controle automático e inconsciente
dos impulsos do ID. O termo "superego"
é psicanalítico. Na teoria freudiana,
a parte da mente que conscientemente
identifica-se com pessoas importantes
e estimuladas do início da vida, particularmente
com os pais; os desejos supostos ou
reais dessas pessoas significativas
são assumidos como parte dos próprios
critérios pessoais para ajudar a formar
a "consciência".
superproteção
- Característica de alguns
relacionamentos entre o provedor e
a criança, na qual o provedor,
em geral a mãe, protege a criança
e interfere em qualquer tentativa
por parte da criança de executar
ações independentes.
supressor do apetite
- Agente utilizado no tratamento da
obesidade para reduzir a fome e diminuir
a ingestão de alimentos. A
maioria destas drogas é constituída
por aminas simpaticomiméticas,
cuja eficácia é limitada
pela insônia associada, pelo
fenômeno da dependência
e por outros efeitos adversos. As
anfetaminas já estiveram anteriormente
em amplo uso médico por seus
efeitos supressores do apetite. Sinonímia:
anorexígenos. Ver Transtorno
por uso de Substância Psicoativa.
surdez verbal (F80.2)
- Incapacidade para perceber a linguagem
falada, geralmente atribuível
a dano cerebral na área auditiva
receptiva do primeiro giro temporal
do hemisfério dominante. Esta
condição é rara,
em sua forma pura.
susto - Originalmente
identificado na América Latina,
é a presumida perda da própria
alma devido à saída
da mesma para fora do corpo. Diminuição
do apetite e do sono, retraimento
do meio social, tristeza e medo de
morte iminente são os principais
sintomas. Outros termos para susto
na América Latina incluem:
espanto, pasmo, tripa ida, perda da
alma e chibi. Rituais curativos têm
por objetivo trazer de volta a alma
para o corpo. Lanti é uma "doença
do medo” similar ao susto, nas
Filipinas. A mesma influência
da colonização espanhola
na América Latina e nas Filipinas
pode ser responsável pela existência
destas duas condições
em lugares diferentes e tão
distantes. Ver Difusão Cultural.
|
|