- R
-
racionalização
- Racionalização
é um Mecanismo de Defesa que se caracteriza
por um procedimento de achar motivos lógicos
e racionais aceitáveis para pensamentos
e ações inaceitáveis. É o processo através
do qual uma pessoa apresenta uma explicação
que é logicamente consistente ou eticamente
aceitável para uma atitude, ação, idéia
ou sentimento que causa angústia. Usa-se
a Racionalização para justificar comportamentos
quando, na realidade, as razões para esses
atos não são recomendáveis.
A afirmação
cotidiana de que "eu só estou fazendo
isto para seu próprio bem" pode ser
a Racionalização do sentimento ou pensamento
de que "eu quero fazer isto para
você, eu não quero que me façam isto ou
até mesmo, eu quero que você sofra um
pouco". Também pode ser Racionalização
a afirmação de que "eu acho que estou
apaixonado por você". Na realidade
poderia estar sentido que "estou
ligado no teu corpo, quero que você se
ligue no meu".
Racionalização é um modo de aceitar a
pressão do Superego, de disfarçar verdadeiros
motivos, de tornar o inaceitável mais
aceitável. Enquanto obstáculo ao crescimento,
a Racionalização impede a pessoa de aceitar
e de trabalhar com as forças motivadoras
genuínas, apesar de menos recomendáveis.
radicais
livres - Os radicais livres são
moléculas que surgem durante o processo
vital da respiração das células, provenientes
diretamente do oxigênio ou do processo
de oxidação. Os radicais livres constituem
uma ameaça para as células, pois quando
atingem determinadas quantidades podem
alterar as estruturas das proteínas e/ou
das gorduras, favorecendo doenças como
a aterosclerose, a catarata e o enfisema
pulmonar por ex., acelerando o processo
de envelhecimento. Hoje está bem conhecido,
também, que o aumento na concentração
de radicais livres compromete seriamente
nosso sistema imunológico, responsável
por nossas defesas e relacionado a vários
tipos de câncer. Em determinadas situações
como as isquemias, ou a falta de irrigação
sangüínea, ocorre um aumento de radicais
livres, como também nos processos inflamatórios,
em doenças hepáticas e renais, etc..
O organismo tem formas adequadas de combater
os radicais livres através de substâncias
denominadas antioxidantes produzidas pelas
próprias células, mas que algumas vezes
são insuficientes. Sabe-se que vitaminas
do tipo C e E são auxiliares no processo
de combate aos radicais livres.
rapport
- Relacionamento
confidencial entre o cliente e o profissional
que visa auxiliá-lo.
reabilitação -
Aplicada à incapacidade,
é o uso combinado e coordenado
de medidas médicas, sociais, educacionais
e vocacionais para treinamento ou reaprendizagem
do indivíduo, a fim de que este
possa alcançar o mais alto nível
possível de desempenho funcional.
No campo das toxicomanias, é o
processo pelo qual um indivíduo
com transtorno por uso de substância
consegue um ótimo estado de saúde
e de funcionamento psicológico
e bem-estar social. A reabilitação
segue a fase inicial do tratamento (que
pode envolver desintoxicação
e tratamento médico e psicológico).
Ela compreende várias abordagens,
que incluem terapia de grupo, terapias
comportamentais específicas para
impedir recaídas, participação
em grupos de ajuda mútua, residência
em comunidade terapêutica ou em
pensões protegidas, treinamento
vocacional e experiência de trabalho.
A reintegração social na
comunidade é o objetivo último
da reabilitação.
reabilitação vocacional - Ofertas de serviços vocacionais, como p. ex., acompanhamento
vocacional, treinamento vocacional e colaboração
seletiva, planejados para habilitar
uma pessoa incapacitada a obter e manter
um emprego adequado.
reação adversa a
drogas - Na medicina geral e no campo farmacológico,
designa uma reação física
tóxica ou (menos comumente) psicológica
a um agente terapêutico. A reação
pode ser alérgica (previsível)
ou idiossincrática (imprevisível).
No contexto do uso de substâncias,
a expressão inclui as reações
físicas e psicológicas desagradáveis
ao uso da droga. Ver má-viagem.
reação aguda ao
estresse (f43.0) - Transtorno transitório que se desenvolve em
um indivíduo sem qualquer outro
transtorno mental aparente em resposta
a estresse físico e/ou mental excepcional
e que costuma ceder dentro de horas ou
dias. A vulnerabilidade individual e a
capacidade de ação influenciam
tanto a ocorrência quanto a gravidade
das reações ao estresse
agudo. Os sintomas revelam um quadro tipicamente
misto e variável e incluem um estado
inicial de entorpecimento, com uma certa
redução do campo de consciência
e estreitamento da atenção,
incapacidade de compreender estímulos
e desorientação. O estado
pode ser seguido, quer por distanciamento
da situação ambiental (até
o grau de um estupor dissociativo), quer
por agitação e hiperatividade
(reação de fuga). Sinais
autonômicos de ansiedade do tipo
pânico (taquicardia, sudorese, rubor)
estão amiúde presentes.
Os sintomas costumam aparecer minutos
após o impacto do estímulo
ou do evento estressante e desaparecer
dentro de dois a três dias (freqüentemente
dentro de horas). Pode estar presente
uma amnésia, parcial ou total para
o episódio.
reação aguda ao
estresse associada ao vih - Expressões de desespero, raiva, culpa, retraimento
e medo e o desenvolvimento de sintomas
somáticos que o indivíduo
considera como sinal de evidência
de deterioração física
devido à infecção
por VIH ou AIDS/SIDA. Estas reações
são particularmente freqüentes
imediatamente após a tomada de
conhecimento da seropositividade e simultaneamente
com as alterações do estado
clínico do doente.
reação "antabus"
- Ver dissulfiram.
reação ao dissulfiram
- Ver Dissulfiram.
reação catastrófica
- Resposta a um estresse físico ou mental excepcionalmente
grave caracterizada por uma ruptura do
comportamento de adaptação,
ansiedade intensa e choque. O termo reação
catastrófica tem sido aplicado
também para o estado de agitação
e de desesperança apresentados
por lesionados cerebral confrontados com
tarefas além de sua capacidade.
(Goldstein, 1878-1965). Ver Reação
Aguda ao Estresse.
reação conversiva
- Ver Transtorno Dissociativo.
reação de alarme - A Reação de Alarme é a primeira fase da seqüência
fisiológica do estresse ou síndrome de
adaptação e subdivide-se em dois estados,
a fase de choque e a fase de contra-choque.
As alterações fisiológicas na fase de
choque, momento onde o indivíduo experimenta
a ameaça ou estímulo adverso (estressor),
são muito exuberantes.
Durante a Reação de Alarme, participa
ativamente do conjunto das alterações
fisiológicas o chamado Sistema Nervoso
Autônomo (SNA). Trata-se, este SNA, de
um complexo conjunto neurológico que controla,
autonomamente, todo o meio interno do
organismo, através da ativação e inibição
dos diversos sistemas, vísceras e glândulas.
Durante a Fase de Choque predomina a atuação
de uma parte deste SNA chamado de Sistema
Simpático, o qual proporciona descargas
de adrenalina da medula da glândula supra-renal
e de noradrenalina das fibras pós-ganglionares
para a corrente sanguínea. Alguns estudos
mais recentes sugerem que a emoção da
raiva, quando dirigida para fora, estava
associada mais à secreção de noradrenalina.
Entretanto, na depressão e a na ansiedade,
onde os sentimentos estão dirigidos mais
para si próprio, a secreção de adrenalina
predomina.
Ainda durante o momento em que está havendo
estimulação estressante aguda (Fase de
Choque da Reação de Alarme), uma parte
do Sistema Nervoso Central denominado
Hipotálamo promove a liberação de um hormônio,
o qual, por sua vez, estimula a hipófise
(glândula vizinha ao Hipotálamo) a liberar
um outro hormônio, o ACTH, este ganhando
a corrente sanguínea e estimulando as
glândulas Supra-renais para a secreção
de corticóides.
Como percebemos, toda a seqüência de acontecimentos
tem origem no cérebro, e o Hipotálamo
é que acaba disparando a sucessão de eventos.
Ao mesmo tempo em que esse Hipotálamo
está providenciando a estimulação da Hipófise
para secreção do ACTH, também proporciona
a secreção outros neuro-hormônios (hormônios
produzidos no cérebro), tais como os chamados
peptídeos cerebrais, como é o caso das
endorfinas (que modificam o limiar para
dor), STH (que acelera o metabolismo),
prolactina e outros.
Desaparecendo os agentes estressores,
todas essas alterações tendem a se interromper
e regredir. Se, no entanto, por alguma
razão o organismo continuadamente submetido
à estimulação estressante, portanto, é
obrigado a manter seu esforço de adaptação,
uma nova fase acontecerá. Trata-se da
Fase de Resistência. Veja mais em estresse.
reação de crise
(F43.0) - Resposta a exigências imprevistas ou incomuns
que excedem a capacidade de funcionamento,
tais como ameaças ao corpo ou a
vida do indivíduo, mudanças
no status ou organização
familiar, mudanças no papel do
indivíduo na comunidade ou ameaças
para sua cultura ou nação.
O estressor ou desafio excede a capacidade
de enfrentamento do indivíduo e
a reação imediata é
uma diminuição da atenção,
confusão e um sentimento de descontinuidade
entre passado, presente e futuro. Rapidamente
o indivíduo se isola ou desenvolve
pânico, comportamento desorganizado
e dependência excessiva de outras
pessoas. A evolução varia
de resolução rápida
e espontânea com retorno ao nível
de funcionamento pré-mórbido
ou desenvolvimento da personalidade e
melhora na capacidade de resolver problemas,
até incapacitação
crônica ou doença como a
reação protraída
ao estresse. Ver Reação
Aguda ao Estresse.
reação de fuga - Resposta de luta ou de fuga, que consiste em descarga
do sistema nervoso simpático, mediada
pela liberação de catecolaminas
pela glândula supra-renal. Sinonímia:
Reflexo de Fuga; Reação
Simpática. Ver Fuga Dissociativa.
reação de luto (F43.2)
- Resposta da pessoa enlutada à perda; progride,
classicamente, de uma fase inicial de
choque e perplexidade, passando por uma
preocupação excessiva com
a pessoa falecida, até um período
de resolução gradual. São
comuns desvios desta seqüência,
e padrões mórbidos de luto
podem constituir uma doença depressiva
manifesta.
reação de rubor
pelo álcool - Rubor da face, pescoço e ombros logo após
a ingestão de álcool, freqüentemente
acompanhado por náusea, tontura
e palpitações. A reação
de rubor pelo álcool é observada
em cerca de 50% das pessoas que pertencem
geneticamente a alguns grupos asiáticos
e é causada pela deficiência
hereditária da enzima aldeidodesidrogenase
que cataliza a metabolização
do acetaldeído. Esta reação
também ocorre em pessoas em tratamento
com drogas que sensibilizam ao álcool
tal como o dissulfiram (Antabuse), o qual
inibe a enzima aldeidodesidrogenase.
reação idiossincrática
- Resposta individual, imprevisível e não
dependente da dose a qualquer substância
psicoativa: sonolência ou euforia,
rubor facial, espasmos carpopedais (pseudotétano),
apnéia, etc.
reação paranóide
do estrangeiro - Manifestação de sintomas paranóides
(p.ex., desconfiança, idéias
de referência, delírios,
alucinações) observada com
uma freqüência maior do que
seria de se esperar em trabalhadores ou
estudantes estrangeiros, refugiados e
outros migrantes, em uma grande variedade
de condições psiquiátricas.
Ver Choque Cultural.
reação protraída
ao estresse (F43.1) (ing.: post-traumatic
stress disorder) - Resposta tardia ou protraída a um evento ou
situação estressante (de
curta ou longa duração),
de intensa ameaça ou de catástrofe,
a qual pode causar um desconforto generalizado
de natureza excepcionalmente ameaçadora
ou catastrófica em quase qualquer
pessoa. Fatores predisponentes, tais como
características da personalidade
(p.ex., compulsiva, astênica) ou
história prévia de doença
neurótica podem diminuir o limiar
para o desenvolvimento da síndrome
ou agravar o seu curso, mas estes fatores
não são nem necessários
nem suficientes para explicar a ocorrência
da doença. As características
típicas deste transtorno incluem:
episódios de recordações
recorrentes do trauma com lembranças
indesejadas (flashbacks), sonhos ou pesadelos
que ocorrem num contexto de bloqueio emocional
persistente, afastamento de outras pessoas,
falta de resposta ao ambiente circundante,
anedonia e esquiva de atividades e situações
que recordem o trauma. Há em geral
um estado de hiperexcitabilidade autonômica
com hipervigilância e o indivíduo
permanece assustado e insone. Ansiedade
e depressão estão comumente
associadas a esses sinais e sintomas e
as idéias suicidas não são
raras. O início da crise aparece
após um período de latência
variável (de semanas até
meses). O curso da doença é
variável, porém a maioria
dos casos melhora. Em uma pequena proporção
de indivíduos, este quadro pode
cronificar-se, evoluindo para um transtorno
persistente de personalidade. Ver Reação
Aguda ao Estresse; Reação
de Crise.
reação rem (movimento
ocular rápido) - Aumento do percentual total do tempo ocupado pelo
sono REM que ocorre em conseqüência
de supressão anterior do sono REM
por agentes farmacológicos ou privação
de sono.
reação simpática
- Ver reação de fuga.
reação vasovagal
- Síncope resultando de diminuição
dos batimentos cardíacos, que geralmente
ocorre em indivíduos jovens ansiosos,
ocasionada por alterações
emocionais. As características
clínicas incluem náusea,
desconforto precordial, dificuldades respiratórias
e medo de morrer (angor animi). A condição
foi descrita primeiramente por Gowers
(1845-1915).
recaída - Retorno ao uso de bebida ou de outra droga após
um período de abstinência,
freqüentemente acompanhado pela reinstalação
de sintomas de dependência. Alguns
autores fazem distinção
entre recaída e deslize, este último
denotando uma ocasião isolada do
uso de álcool ou droga.
reciprocidade no intercâmbio
dialogado - Aspecto de reciprocidade social geral que consiste
na participação apropriada
em um diálogo ou conversa: comunicando
idéias para os outros participante(s)
em uma forma compreensível, aderindo
ao assunto da conversa ou respondendo
de forma adequada tanto ao conteúdo
como ao sentido afetivo daquilo que os
outros falam.
reciprocidade social
- Participação em atividades de grupo
de um modo apropriado, com o respeito,
por parte de cada indivíduo, das
necessidades e desejos dos outros, enquanto
contribui com as suas próprias
idéias e capacidades para o esforço
do grupo. O termo implica uma capacidade
para comunicar-se efetivamente com outras
pessoas, entender as suas comunicações
e responder adequadamente quer em nível
intelectual quer em nível afetivo.
reconhecimento das palavras na
leitura - Capacidade para identificar as palavras que estão
sendo lidas mesmo quando aparecem em um
contexto desconhecido.
recuperação - Manutenção de qualquer forma de abstinência
de álcool e/ou de drogas. O termo
é particularmente associado com
os grupos de ajuda mútua; entre
os Alcoólicos Anônimos (AA)
e outros grupos dos doze passos refere-se
ao processo de atingir e manter a sobriedade.
Dado que a recuperação é
vista como um processo que dura toda a
vida, um membro do AA é sempre
visto internamente como um alcoólico
“em recuperação”,
embora o termo alcoólico “recuperado”
possa ser usado para uma descrição
externa.
redes neurofibrilares - Lesões histopatológicas comumente encontradas
nos cérebro de pessoas com a doença
de Alzheimer. Microscopicamente, apresentam-se
como alças enoveladas no citoplasma
de neurônios, constituídas
por feixes de filamentos, cada um com
um diâmetro de 10 a 13 nanomicra,
enrolados helicoidalmente uns nos outros
a intervalos regulares. São compostos
de fibrilas protéicas, mas a natureza
das alterações bioquímicas
que os produzem não está
plenamente esclarecida. As redes neurofibrilares
não são específicas
da doença de Alzheimer; ocorrem
também em outras demências,
na síndrome de Down, no parkinsonismo
e, em número reduzido, no cérebro
idoso normal. Sinonímia: Alterações
Neurofíbrilares de Alzheimer.
rede social - Conceito originário da sociologia analítica
que se refere mais às características
das ligações sociais entre
pessoas, como meio de entendimento do
seu comportamento, do que aos atributos
dos indivíduos. O conceito foi
usado pela primeira vez por Barnes, em
1954, para estudar o comportamento social
da comunidade de uma ilha Norueguesa,
através da análise dos padrões
de ligação entre os seus
membros.
redução da memória
recente - Diminuição do número de elementos
ou itens desconexos cognitivamente (normalmente
de 6 a 10) que pode ser reproduzido corretamente
depois de apresentações
sucessivas numa ocasião única.
A memória recente é uma
medida de capacidade perceptiva a curto
prazo.
redução da oferta
- Termo geral utilizado para se referir a políticas
ou programas que visam interditar a produção
e a distribuição de drogas
e, mais particularmente, estratégias
para imposição de leis para
reduzir o suprimento de drogas ilícitas.
Sinonímia: redução
do suprimento. Ver Redução
da Procura; Redução de Dano.
redução da procura
- Termo geral usado para descrever políticas
ou programas destinados a reduzir a demanda
do consumo de drogas psicoativas. E aplicado
primariamente para drogas ilícitas
particularmente com referência a
estratégias educacionais de tratamento
e reabilitação, em contraposição
a estratégias legais que objetivam
interditar a produção e
distribuição de drogas (redução
da oferta ou do suprimento). Sinonímia:
redução da demanda. Compare
com redução de dano.
redução das modalidades
de beber (ou do consumo de droga)
- Tendência do consumo de uma substância
se tornar progressivamente estereotipado
em torno de uma rotina de costumes e rituais
auto-imposta, caracterizada por uma menor
variabilidade da dose e do tipo de substância
consumida e do tempo, lugar e modo de
auto-administração. Este
termo é incluído em algumas
descrições da síndrome
de dependência, mas não é
um critério diagnóstico
da CID-10.
redução de dano
- No contexto de álcool ou outras drogas, refere-se
a políticas ou programas que enfocam
diretamente a redução do
dano resultante do uso de álcool
ou drogas. O termo é usado particularmente
em políticas ou programas que buscam
reduzir o dano sem necessariamente afetar
o uso de droga subjacente; exemplos incluem
a troca de agulhas/seringas para combater
o partilhar de agulhas entre usuários
de heroína e a inclusão
de bolsas de ar auto-infláveis
em automóveis para reduzir o dano
em acidentes (especialmente como resultado
de dirigir alcoolizado). As estratégias
de redução de dano abrangem
um espectro mais amplo do que a dicotomia
redução da oferta/redução
da procura. Sinonímia: Minimização
de Dano.
redução de suprimento
- Ver Redução da Oferta.
regressão
- Perda de habilidades previamente adquiridas; retorno
em um nível anterior de funcionamento;
adoção de comportamento
característico de faixa etária
anterior.
reinstalação - Retorno em um nível preexistente de uso de
substância e de dependência
em um indivíduo, após um
período de abstinência; o
indivíduo não apenas retorna
ao padrão anterior de uso regular
ou intensivo da substância, mas
há também uma rápida
reinstalação de outros elementos
da dependência, tais como controle
prejudicado, tolerância e sintomas
de abstinência. O termo é
usado principalmente na expressão
“reinstalação rápida",
característica de algumas descrições
da síndrome de dependência
do álcool, mas não incluída
como um critério na CID-10.
relativismo cultural
- Visão de que diferentes culturas e suas várias
manifestações são
igualmente válidas em sua determinação
de padrões de comportamento, e
que qualquer item cultural só adquire
sentido pleno quando considerado no seu
respectivo contexto. No que se refere
aos indivíduos, esta visão
implica que os valores, normas e comportamentos
de cada pessoa devem ser vistos dentro
do contexto de sua própria cultura
e não pelo confronto com um padrão
absoluto de avaliação. Uma
posição extrema de relativismo
cultural torna impossível a comparação
entre culturas diferentes, enquanto que,
por outro lado, a suposta existência
de categorias culturais universais depende
da análise semântica dos
níveis de significado que se busca
entender. Alguns cientistas sociais afirmam
que certas práticas e atitudes
culturais podem ser superiores a outras,
do ponto de vista das implicações
ou conseqüências para a saúde
mental dos seus membros. Ver Etnocentrismo.
relevância (do comportamento
de buscar uma substância) -
Grau de proeminência da busca ou do uso de uma
substância, no pensamento ou nas
ações do usuário
(p.ex., dar prioridade a obter e usar
substâncias sobre qualquer outra
atividade). O conceito está incluído
nos critérios de dependência
na CID-10 e no DSM-III-R, embora sem o
uso do termo "relevância".
relógio biológico
- Mecanismo fisiológico que controla mudanças
periódicas ou ritmos em várias
funções físicas e
de comportamento, p.ex., temperatura corporal
ou pressão sanguínea. Ver
Osciladorcircadiano.
remissão espontânea
- Desaparecimento das manifestações clínicas
de qualquer enfermidade sem que o enfermo
tenha sido tratado. No campo das farmacodependências,
a cessação do abuso do álcool
ou de droga, de dependência ou de
problemas sem o benefício de terapia
ou grupo de ajuda mútua; também
chamada de remissão natural. Dados
epidemiológicos sugerem que muitas
remissões ocorrem sem terapia ou
associação a um grupo de
ajuda mútua. Alguns preferem o
termo "recuperação
natural" para evitar a conotação
de doença da palavra remissão.
repressão
- A essência
da Repressão consiste em afastar uma determinada
coisa do consciente, mantendo-a à distância
(no inconsciente). A repressão afasta
da consciência um evento, idéia ou percepção
potencialmente provocadoras de ansiedade
e impede, dessa forma, qualquer "manipulação"
possível desse material. Entretanto, o
material reprimido continua fazendo parte
da psique, apesar de inconsciente, e que
continua causando problemas.
Segundo Freud, a repressão nunca é realizada
de uma vez por todas e definitivamente,
mas exige um continuado consumo de energia
para se manter o material reprimido. Para
ele os sintomas histéricos com freqüência
têm sua origem em alguma antiga repressão.
Algumas doenças psicossomáticas, tais
como asma, artrite e úlcera, também poderiam
estar relacionadas com a repressão. Também
é possível que o cansaço excessivo, as
fobias e a impotência ou a frigidez derivem
de sentimentos reprimidos.
reserpina - Alcalóide
cristalino derivado principalmente da
planta Ramwlfia serpentina com propriedades
hipotensoras e sedativas que pode ser
associado à depleção
do armazenamento de catecolamina e indolamina
em diversos órgãos, inclusive
o cérebro. Um dos efeitos indesejáveis
da reserpina é a precipitação
de um estado depressivo.
resguardo - Puerpério.
Em certas sociedades, a adoção,
culturalmente sancionada, do papel de
doente assumido por maridos de gestantes
ou puérperas. A síndrome
de recolhimento, que ocorre episodicamente
em culturas sem tradição
de recolhimento, consiste em sintomas
de parto ou pós-parto observados
em maridos de gestantes ou de puérperas.
Ver Crise; Transições de
Ciclos Vitais.
ressaca (ing.: hangover) -
Expressão popular que designa o
estado pós-intoxicação
que compreende os efeitos imediatos posteriores
à ingestão de bebidas alcoólicas
em excesso; certos componentes não
etílicos de bebidas podem estar
envolvidos na etiologia. Os aspectos físicos
podem incluir fadiga, cefaléia,
sede, vertigem, transtorno gástrico,
náusea, vômitos, insônia,
tremores finos das mãos e pressão
sanguínea elevada ou diminuída.
Os sintomas psicológicos incluem
ansiedade aguda, culpa, depressão,
irritabilidade e sensibilidade aumentada.
A quantidade de álcool necessária
para produzir ressaca varia com a condição
mental e física do indivíduo,
embora geralmente quanto mais alto o teor
alcoólico no sangue durante o período
de intoxicação, mais intensos
são os sintomas subseqüentes.
Os sintomas também variam com a
atitude social. Usualmente, a ressaca
não dura mais que 36 horas depois
que todos os traços da bebida deixaram
o organismo. Alguns dos sintomas da ressaca
são similares aos da síndrome
de abstinência do álcool,
mas o termo ressaca é reservado
usualmente aos efeitos posteriores a um
episódio único de beber
e não implica, necessariamente,
nenhum outro transtorno por uso de álcool.
retardo mental - Ver
Deficiência Mental.
resistência - Na
psiquiatria, defesa psicológica maciça
do indivíduo contra trazer pensamentos
ou impulsos recalcados (inconscientes)
para a consciência, evitando, assim, a
ansiedade.
ressonância
magnética -
A ressonância nuclear magnética é exame
muito útil no diagnóstico de doenças do
sistema nervoso, sendo baseada na emissão
de ondas magnéticas. Atinge alta precisão
sendo superior à tomografia computadorizada
em inúmeras situações. Não se utiliza
de raios-X o que o torna um exame pouco
agressivo ao organismo. Por outro lado
sofre a interferência de substâncias metálicas
que prejudicam sua qualidade técnica,
como próteses implantadas no corpo utilizadas
em diversos tratamentos. Atualmente é
um exame fundamental para o estudo de
todo o Sistema Nervoso, destacando-se
o tronco cerebral, o cerebelo e a medula
espinhal aonde supera a tomografia computadorizada.
Na análise de órgãos do sistema digestivo
tem importância para aqueles que são fixos
como o fígado, vias biliares e o pâncreas,
apresentando defeitos de imagem na análise
dos intestinos.
retardo
mental -
Funcionamento intelectual geral significativamente
abaixo da média, existindo concomitantemente
com déficits no comportamento adaptativo.
retardo
psicomotor - Lentidão
generalizada nas reações físicas e emocionais.
Especificamente, lentidão dos movimentos,
tais como piscar de olhos. Freqüentemente
visto na depressão.
retraimento
- Afastamento
patológico das pessoas ou do mundo da
realidade, freqüentemente visto na esquizofrenia.
reverberação
- Tipo
de pensamento no qual o som de uma palavra,
em vez de seu significado, dá a direção
para associações subseqüentes; trocadilhos
e rimas podem substituir a lógica da linguagem,
tornando-se essa cada vez mais uma compulsão,
sem sentido, de fazer associações e cada
vez menos um veículo para a comunicação.
revisão
de vida - Processo
de pensar sobre o significado da própria
vida, certamente uma ocorrência universal
em todas as pessoas idosas, à medida que
enfrentam a perspectiva de morte iminente.
revivência (F1x.70) (ing.:
flashback) -
Recorrência espontânea de
distorções visuais, sintomas
físicos, perda dos limites do ego
ou emoções intensas que
ocorreram quando o indivíduo consumiu
alucinógenos anteriormente. Revivências
(flashbacks) são episódios
de curta duração (segundos
ou horas) que podem reproduzir exatamente
os sintomas de episódios alucinógenos
prévios. Algumas vezes são
precipitados por fadiga, ingestão
de álcool ou intoxicação
por cannabis. As revivências são
relativamente comuns e podem ocorrer em
25% ou mais dos consumidores de alucinógenos.
Mais recentemente também tem sido
relatadas por fumadores de pasta de coca.
Ver Transtorno Psicótico Residual
e de Início Tardio Induzido por
Álcool ou Droga.
risco de abuso -
Propensão de uma dada substância
psicoativa a ser suscetível de
abuso, definida em termos da relativa
probabilidade de que o uso dessa substância
resulte em problemas sociais, psicológicos
ou físicos para um indivíduo
ou para a sociedade. De acordo com os
tratados internacionais sobre controle
de drogas (Ver convenções
internacionais sobre drogas), a OMS é
responsável pela determinação
do risco de abuso e do potencial de dependência,
diferenciando-os da utilidade terapêutica
das substâncias controladas. Ver
Abuso; Potencial de Dependência;
Uso Nocivo.
rito -
Conjunto de regras e práticas consagradas
pela tradição ou pelo uso
que devem ser observadas em determinadas
ocasiões. Utilizado principalmente
num contexto religioso (p.ex., a missa
católica) ou político (p.ex.,
a coroação de um rei ou
a posse de um presidente), designa ainda
certos comportamentos estereotipados encontrados
no transtorno obsessivo-compulsivo.
ritos de passagem - Ritos
formais que celebram a transição
social no ciclo da vida e marcam alterações
quanto a papéis sociais e responsabilidades.
Exemplos incluem nascimento, puberdade,
menarca, formatura, casamento, êxitos
ocupacionais ou comportamentais importantes,
aposentadoria e morte. As culturas diferem
na extensão em que elas provêm
rituais de suporte para marcar e facilitar
estas transições. Com as
alterações culturais rápidas
observadas nas sociedades urbanas e industrializadas,
os ritos tradicionais de passagem podem
ser abandonados (p.ex., ritos de iniciação
de adolescentes) e novas experiências
de transição podem não
ser reconhecidas por novas ritualizações,
deixando um vácuo social quanto
ao reconhecimento da mudança (p.ex.,
divórcio, aumento salarial, remanejamento
no trabalho, aprender a dirigir carro).
Ver Crises, Transições de
Ciclos Vitais.
ritual
- Ver
rito.
ritual
obsessivo compulsivo - Pensamentos
obsessivos ou atos compulsivos recorrentes.
Idéias, imagens e impulsos que se repetem
na mente do indivíduo de forma estereotipada,
quase sempre angustiantes. São reconhecidos
como pensamentos do próprio indivíduo,
ainda que involuntários e freqüentes.
Os distúrbios obsessivo-compulsivos são,
segundo a teoria Psicanalítica, relacionados
a incidentes ou conduta parental inadequada
e/ou rigorosa na fase anal, onde se dá
o treinamento para o controle dos esfíncteres,
através de um sistema de reforçamento
técnico composto de recompensas e punições.
O transtorno
obsessivo-compulsivo é igualmente comum
em homens e mulheres, adultos, adolescentes
e em crianças à partir dos 5 anos (idade
aproximada ).
A maioria dos atos compulsivos diz respeito
à limpeza (lavagem de mãos), verificação
repetida de procedimentos, organização.
São procedimentos compensatórios. Subjacente
ao comportamento manifesto, está o medo
do perigo e o ato ritual é uma tentativa
simbólica de afastar o perigo.rivalidade
entre irmãos - Competição entre irmãos
pelo amor de um dos pais ou por algum
outro reconhecimento ou ganho.
rorschach,
teste de - Teste psicológico
desenvolvido pelo psiquiatra suíço Hermann
Rors-cliach (1884-1922) que busca revelar
traços da personalidade e conflitos emocionais
conscientes e inconscientes, através da
obtenção das associações que a pessoa
faz para um conjunto padronizado de manchas
de tinta.
roubo do pensamento -
Fenômeno pelo qual o indivíduo
tem a vivência que os próprios
pensamentos são "roubados"
ou apropriados por um agente exterior
a ele. A convicção da origem
externa da interferência não
é o resultado de uma racionalização
secundária, mas surge com forte
sensação de autenticidade,
simultânea à experiência
de remoção de pensamentos.
Sinonímia: remoção
do pensamento; subtração
do pensamento.
roubo patológico (cleptomania) - A
característica essencial do Roubo Patológico
ou Cleptomania é o fracasso recorrente
em resistir a impulsos de furtar objetos,
embora esses não sejam necessários para
o uso pessoal ou por seu valor monetário.
O indivíduo vivencia um sentimento subjetivo
de crescente tensão antes do furto e sente
prazer, satisfação ou alívio ao cometer
o furto. O furto não é cometido para expressar
raiva ou vingança, não é realizado em
resposta a um delírio ou alucinação, nem
é explicado por um Transtorno da Conduta,
um Episódio Maníaco ou um Transtorno da
Personalidade Anti-Social. Os objetos
são furtados apesar de tipicamente terem
pouco valor para o indivíduo, que teria
condições de comprá-los e freqüentemente
os dá de presente ou joga-os fora. Às
vezes, o indivíduo pode colecionar os
objetos furtados ou devolvê-los disfarçadamente.
Embora os indivíduos com este transtorno
em geral evitem furtar quando uma detenção
imediata é provável (por ex., na proximidade
de um policial), eles não costumam planejar
seus furtos de antemão nem levam plenamente
em conta as chances de serem presos. O
furto é cometido sem auxílio ou colaboração
de outros.
rubéola congênita
- Infecção
no útero pelo vírus da rubéola
em conseqüência de uma infecção
materna durante o primeiro trimestre de
gravidez. As anormalidades na criança
afetada incluem deficiência mental,
microcefalia, surdez, catarata, microftalmia
e doença cardíaca congênita.
Quanto mais novo for o feto, maior o risco
de dano.
ruminações obsessivas
(F42.0) - Idéias,
imagens mentais ou impulsos para agir
intrusivos, quase sempre angustiantes
para o indivíduo. Algumas vezes
as idéias são de indecisão,
com considerações infindáveis
de alternativas, associada com uma incapacidade
para tomar decisões triviais, mas
indispensáveis na vida diária.
A relação entre ruminações
obsessivas e depressão é
particularmente próxima. Ver Pensamentos
Obsessivos.
rush - O
efeito agradável imediato e intenso
que segue à injeção
intravenosa de certas drogas (p.ex., heroína,
morfina, anfetamina, cocaína, propoxifeno).